sábado, 13 de abril de 2013

PORTUGAL E A SUA EXPERIENCIA PODE SER CONTRIBUTO PARA AS DEMOCRACIAS EM ÁFRICA

 
"Os portugueses fazem parte de um país atlântico mas também de uma nação mediterrânica – e Portugal precisa de aproveitar essa vertente. Reflexões da conferência organizada por Cavaco Silva sobre a localização de Portugal no mundo.
A solução para a Europa está na sua capacidade de influenciar grandes tendências mundiais. O norte de África está a caminhar para a democracia. Portugal, país do Atlântico e do Mediterrâneo, pode ajudar essa região nessa transição democrática. Quem o diz é Álvaro de Vasconcelos, do Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais.

Portugal passou pela transição democrática há poucos anos (1974) e esse factor corresponde a um “capital preciosíssimo” em relação a nações mediterrânicas, comentou António Vasconcelos no painel “Rota do Mediterrâneo e Médio Oriente”, da conferência “Portugal na balança da Europa e do Mundo”, organizada pela Presidência da República.

“Portugal pode apostar fortemente no apoio às transições democráticas, sem que isto signifique um encargo financeiro enorme”, adiantou António Vasconcelos, na sua intervenção na conferência, que se realizou na fundação Champalimaud.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto, Amre Moussa, considera que é tempo de assegurar que as reformas em países como a Líbia, Egipto ou Tunísia serão bem-sucedidas. Para isso, é preciso um projecto mediterrâneo – para o qual Portugal e os restantes países do sul europeus podem contribuir. “É preciso um projecto colectivo para o futuro”, disse Moussa, pedindo para que Portugal considere integrá-lo.

Rui Vilar (na foto), que presidiu ao painel, defendeu que estes países do norte de África podem constituir parceiros. “Portugal não tem estado presente no radar dos fundos soberanos dos países produtores de petróleo. Mas pode encontrar aí uma fonte de investimento directo estrangeiro, como em vendas de activos ou como em novas iniciativas”, concretizou.

O antigo ministro da Economia acrescentou também que Portugal tem vantagens comparativas face a outros países europeus para apostar numa política de relações bilaterais com estes Estados. Uma delas é o papel que Portugal pode desempenhar nos processos negociais ou na mediação de conflitos, dada “a aptidão para a inclusão e diálogo intercultural” do País." FONTE JORNAL DE NEGÓCIOS.

 

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