domingo, 16 de fevereiro de 2014

CABO VERDE UMA REFERENCIA NA DEMOCRACIA; BOA GOVERNAÇÃO, COMBATE Á POBREZA E RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS

"16 Fevereiro de 2014 | 07h07 - 

Cabo Verde: País mostra que ajuda ao desenvolvimento faz a diferença - Comissário UE

Cidade da Praia - O exemplo de Cabo Verde na democracia, boa governação, comabte à pobreza e respeito pelos direitos humanos mostram que a ajuda ao desenvolvimento pode fazer a diferença, "calando mesmo os mais críticos", afirmou o comissário europeu Andris Piebalgs.


Em declarações à agência Lusa, o comissário europeu para o Desenvolvimento fez um balanço "encantado" da visita de pouco mais de 24 horas efectuada sexta-feira e sábado a Cabo Verde.
 "Na Europa, há um grande debate sobre se a ajuda ao desenvolvimento tem impacto, se faz a diferença ou se se deve seguir pela via comercial ou da ajuda humanitária", salientou o comissário europeu, para quem a diferença entre Cabo Verde e os Estados membros da União Europeia (UE) "já não é assim tão evidente".  "Mesmo os mais críticos reconhecem que Cabo Verde tem registado grandes progressos na Democracia, nos Direitos Humanos e também no comabte à pobreza.
 Estes passos dados pelo Governo cabo-verdiano são um bom exemplo para demonstrar que a ajuda ao desenvolvimento está a fazer a diferença", argumentou.Para Piebalgs, que oficializou sexta-feira a disponibilização de 55 milhões de euros a Cabo Verde para o período 2014/2020, no quadro do 11.º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), o arquipélago chegou a este grau de desenvolvimento com a ajuda internacional mas também pela eficácia da acção do Governo cabo-verdiano.  "Cabo Verde não teria chegado a este grau de desenvolvimento sem a ajuda financeira internacional, mas também é justo dizer-se que só foi eficaz porque os esforços do Governo foram nesse mesmo sentido", afirmou, destacando as diferenças "substanciais" do arquipélago em relação aos restantes 14 Estados oeste-africanos."Há uma vontade muito maior em aplicar um sistema de boa governação, mesmo que a democracia esteja presente nos outros países (oeste-africanos), e há uma melhoria significativa nos Direitos Humanos, algo que não existe num grau tão elevado nas outras governações" da sub-região, sustentou. Para o comissário europeu, que terminou sábado a visita a Cabo Verde, terceira e última paragem de uma digressão que o levou à Mauritânia e ao Senegal, o arquipélago permite responder aos mais críticos de que há bons exemplos de governação em África. 
"Cabo Verde é um pequeno arquipélago, não tem riquezas naturais e conseguiu elevar o PIB per capita (actualmente em cerca de 3.100 dólares - USD 1.00 equivale a Kz 100.00).Pode já dizer-se que a diferença entre Cabo Verde e os Estados membros da UE já não é assim tão evidente. Acredito que é muito encorajador para todos", destacou.Questionado pela Lusa sobre a aposta europeia nas energias, Piebalgs salientou que tal está previsto do 11.º FED e que, em Cabo Verde, o reforço faz "ainda mais sentido", tanto mais que, nos últimos 10 anos, a taxa de penetração de energia passou de 66% para 87%, numa população distribuída por nove ilhas e de 520 mil habitantes.Segundo Piebalgs, o 11.º FED tem, entre outras metas, levar energia a mais de 500 milhões de africanos até 2030, sendo que Cabo Verde tem, porém, um projecto "mais ambicioso", pois está a tentar mudar a produção de energia fóssil para renovável, pretendendo atingir os 100% até 2020 (está atualmente nos 30%/35%).
 "Cabo Verde tem um plano credível e vamos apoiá-lo o mais que pudermos.Tecnicamente, é complicado, mas é um bom começo. Temos estado também a apoiar as energias renováveis em algumas ilhas do Pacífico, mas aqui temos claramente um sistema muito mais avançado", concluiu."
FONTE: NEWS BRIEF/ANGOP.

Sem comentários:

Enviar um comentário