sexta-feira, 13 de maio de 2016

PAZ EM MOÇAMBIQUE: APELOS À PAZ NO DIA DO ENFERMEIRO

ENFERMEIROS de todo o país celebraram ontem o seu dia, fazendo apelos à unidade nacional e encorajando o Governo a prosseguir com esforços em busca de soluções para uma paz efectiva no território nacional.
Mensagens fazendo eco à importância da tranquilidade e ao “não” à guerra predominaram nos dísticos e cartazes que os profissionais empunhavam durante a marcha realizada na vila municipal de Boane, província de Maputo, local que acolheu as cerimónias centrais da efeméride.
Segundo esta classe de profissionais da Saúde, a situação que se vive no país, em particular na zona centro, onde se têm registado ataques armados, é preocupante, havendo necessidade “urgente” de se dialogar para se chegar a consensos de modo a não se retornar à guerra.
“Acompanhamos sempre, infelizmente, momentos de intranquilidade nalgumas zonas do país. Por isso apelamos à paz, porque já estivemos numa situação de guerra e nós, como enfermeiros, recebíamos feridos e até mortos, fruto do conflito armado, e não gostaríamos de voltar a viver esses momentos”, observa Jaime Chore, vice-presidente da Associação Nacional dos Enfermeiros de Moçambique.
A propósito, Nazira Abdula, Ministra da Saúde, que dirigiu as cerimónias, reconheceu que a tensão militar tem dificultado as actividades da Saúde nalgumas zonas do país e reiterou o compromisso e disponibilidade do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em dialogar com todas as forças vivas da sociedade para a busca de soluções para uma paz efectiva no país.   
“No nosso Governo e no Ministério da Saúde defendemos valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseadas no respeito à vida”, referiu a ministra.
Contudo, convidou aos profissionais da área a serem mensageiros da paz, saúde e bem-estar na família e na sociedade.
Falando a respeito do Dia Internacional do Enfermeiro, que decorreu sob o lema “Enfermeiros, a Força da Mudança: Melhorando a Capacidade de Recuperação dos Sistemas de Saúde”, Nazira Abdula reconheceu a importância do trabalho do enfermeiro em salvar vidas.
Fez perceber que a data é celebrada numa altura em que a Saúde é chamada a melhorar os seus serviços, o que torna a ocasião “ímpar” para que todos reflictam sobre o desempenho do enfermeiro e em conjunto definam melhor caminho para que prestem cuidados de saúde que a comunidade espera.
“A nossa atitude e postura, a conduta, o nosso desempenho, marcam diferença entre a vida e a morte e garantem a segurança e a felicidade do utente e da comunidade. Cabe-nos o dever de cuidar incondicionalmente pessoas que nunca antes tínhamos visto, e ainda assim ajudar e fazer melhor por elas. Não se pode fazer isto apenas por dinheiro, isto se faz por amor, por vocação e por respeito pela pessoa humana”, lembrou a ministra. 
É que, segundo Nazira Abdula, apesar de muita entrega da maioria dos enfermeiros, existem ainda aqueles que pautam por comportamento não digno, manchando o trabalho de outros que honram o juramento feito no momento da graduação.
“É chegada a hora de reflectirmos nos nossos actos e dignificar a classe dos enfermeiros”, reiterou a dirigente."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

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